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julho 28, 2016

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f0f0c4-53:

                 

Deus é o somatório da consciência do universo

– incluindo a consciência dos

animais,

vegetais,

minerais.

E o estágio atual da ciência (humana) não nos permite

senão uma aproximação muito grosseira

das leis que regem a natureza.

A consciência humana é ridiculamente pequena

(para não se igualar ao desprezível)

em relação ao volume de todas as ideias envolvidas

– que a gente deve chamar de verdade.

A religião é uma criação da mente humana

ao entorno daquela ilha

que o ser humano denomina o conhecimento

– ainda assim,

somos parte do todo.

                

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Contra a parede

julho 18, 2016

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Por que não vou ser direta? É coisa que não devo fazer no calor do momento. Passa pela minha própria compreensão a ideia de que você está aí, do outro lado, e não cabe senão a si mesmo desfraldar este véu de delicadas filigranas que nos separa. É desejo seu o auto-engano, como forma de identificar-se consigo mesmo, este a quem ama aos pedaços, para só depois descobrir os próprios meandros da consciência (e também a falta que dela a clareza nos faz agora). Eu vou me esforçar para, gradualmente, deixar de ser hermética, prolixa, na medida em que você vem desvendando os meus mistérios pela laboriosa experiência do tato. Estes simples signos que ora esparramam-se frente as tuas vistas mais parecem um deserto. Leia novamente e perceberás que trocaram de lugar algumas dunas. Ainda assim, você insiste em querer apreender da minha areia mais do que consegue carregar dela (enquanto um só grão bastaria). São as simetrias, as reflexões e os arranjos a entorpecerem os teus sentidos. E você, fazendo deles escravos de mim mesma, quando era para reverberarem num uníssono, despertando em oásis, flor, vitória-régia e água cristalina. Não sou eu quem vai terminar com isso, é você quem vai botar o ponto final – quando este for imprescindível e não houver sombra de dúvida a rigidez do seu pinto. O mesmo que agora é vela de derreter a minha boceta. Entre a grafia de uma única letra em caixa-alta e o fim da sentença: casa de tudo aquilo que vale a pena. É arte milenar de juntar os abismos, cujo vão você ainda não pode vencer de um único salto. Vai e vem descabido. Agora você já pode clamar a minha loucura. Dos meus sonhos restaram a maquiagem borrada, as marcas roxas no pescoço, o cabelo desgrenhado, o mais puro devaneio. Novamente dou linha à imaginação para que flutues, tento te elevar ao sétimo céu da minha gruta, mas você resiste. Ah, sina de criança a brincar empinando sua pipa! O sopro que te levanta é o mesmo que me imprensa. Aceita, meu amigo, humildemente a ideia de que você mesmo está deserto, e posso ser eu este seu oásis. Para constatar, enfim, a resposta a tua pergunta. Aquela que você mesmo se fez tímido, enquanto sussurrava ao meu ouvido: Posso fazer amor contigo?

          

              

Nota: Prosa submetida ao 24º Concurso de Prosa e Poesia da Academia de Letras de São João da Boa Vista sob o pseudônimo de Andréa Beltrão.

Jenipapo

julho 18, 2016

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Trago junto ao peito

Tão próximo quanto possível

(Do Coração)

A delicada Flor que me destes

      

As suas pétalas

São delas reflexo

As gotas

A brotarem vivas, quentes

Do vão de minhas carnes

Acalentando meu ventre

Umedecem o gineceu

      

Ah, amigo!

Se pudesse percebê-las

Simultaneamente

Através do sublime perfume

Insuflado de Amor

 

 

Toma o meu cálice

Você pode se servir

Do meu Licor

     

   

Nota: Poesia submetida ao 24º Concurso de Prosa e Poesia da Academia de Letras de São João da Boa Vista sob o pseudônimo de Andréa Beltrão.

Entrevista ao Entrementes

julho 12, 2016

Jorge Xerxes – Batizado pela Literatura

http://entrementes.com.br/2016/07/jorge-xerxes-batizado-pela-literatura/

 

“Batizado pela Literatura”

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E o Entrementes segue com o importante projeto de falar um pouco sobre os poetas e escritores desta tão rica região que é capitaneada pela São José dos Campos de Cassiano Ricardo, o Vale do Paraíba. Desta vez falaremos sobre o poeta e contista Jorge Xerxes, heterônimo do engenheiro Alessandro Teixeira Neto… que apesar de exercer uma profissão totalmente analítica e imersa nas Ciências Exatas, possui uma alma absolutamente sensível e poética, que achou na Literatura a forma de trazer ao mundo sua faceta artística.

Xerxes8Jorge, que é colunista no Entrementes, nos recebeu em seu aprazível apartamento, onde bastam poucos segundos de observação para se ter a certeza que ali habita uma pessoa ligada às artes, devido à decoração que respira cultura. E as artes plásticas que ali repousam acabaram por dar as
mãos à belíssimas músicas que ele deixou de fundo enquanto nos recebia, e Beatles, Stones e outros gênios nos fizeram companhia enquanto ali estivemos.
Vale salientar que a maioria dos quadros ali foram feitos pelo próprio Jorge, ao longo de sua vida. Ele é sem dúvida um artista de vários nortes!

Xerxes5Ainda no Colegial, o jovem Alessandro, que demonstrava muita facilidade para Exatas, se decidiu por cursar Engenharia quando fosse fazer faculdade. Mesmo tendo escolhido a profissão correta, na qual ele se identificava, ele posteriormente sentiu falta de entender o ser humano, de onde viemos e para onde iremos, e isso fez com que ele mergulhasse no mundo da literatura. Seu autor favorito é Jung, mas ele tem um grande leque de autores que costuma ler. Uma rápida olhada em sua biblioteca particular nos mostra a riqueza da mesma, com títulos de Saint-Exupèry, Blavatsky, Kardec, Hesse, Machado de Assis, Stevenson… só para citar alguns.

E a paixão pelos livros acabou fazendo com que Alessandro fizesse nascer Jorge Xerxes, seu Eu escritor, liberto do mundo analítico e ansioso para enriquecer o mundo com Poesia e Contos da mais alta estirpe. Até seu pseudônimo veio emprestado de dois de seus personagens, ambos tirados de contos de seu livro“Trama e Urdidura”. Em um deles, temos um professor chamado Xerxes, e em outro, um ébrio chamadoJorge. Esses contos foram escritos em dueto com um amigo de longa data de nosso autor, André Fenili.
Um escritor batizado por dois de seus contos… quantos possuem este privilégio, de ser batizado pela própria Literatura? E assim nascia o poeta/contista Jorge Xerxes, que tem como madrinha, ninguém menos que a Literatura!

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Ele já nos brindou com quatro livros, que sempre seguem a temática de trazer contos e poemas em suas páginas. São eles: “As Cinquenta Primeiras Criaturas” de 2010, livro que traz personagens que podemos visitar mais de uma vez, pois eles aparecem em mais de um conto, e os poemas são bastante peculiares, nos transportando a vários sentimentos. É um livro não-linear, deveras interessante. E em 2011 veio “Para Pescar a Lua”, um livro que manteve a temática “contos & poemas”, mas que difere do primogênito, pois este é mais conceitual, sem jamais ser menos sensível e profundo em seus versos e prosas. Chegou 2012 e Jorge nos brindou com “Tramas e Urdiduras”, livro este que traz os contos que batizaram o autor, como já foi dito, e muito mais! Seus poemas repletos de sensibilidade e seus contos viscerais e sui generis são um prato cheio para quem quer passar momentos de mãos dadas à boa Literatura. E finalmente, em 2015 veio “Jornada Rumo ao Sol”. Para falar deste livro, me permito ecoar as próprias palavras de Xerxes: “A inspiração; para a elevação de ideias. O que realmente nutre a alma do homem. Fragmentos: imagens, lembranças, sonhos e outras sensações estéticas. Aquilo que denominamos poesia por pura impossibilidade de capturá-lo por inteiro. Isso, estes nossos fragmentos, os blocos elementares que compõem o sujeito, são os veículos propostos neste livro. Para que você empreenda, montado no sutil, no etéreo, a sua própria Jornada Rumo ao Sol.”.
Profundamente poético… basta abrir suas páginas para nos travestirmos de Ícaro e começar a bater nossas próprias asas, sem nos preocuparmos se o sol irá derreter a cera pelas quais as penas são unidas!

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Outro detalhe a ser lembrado é que Jorge Xerxes cria todas as capas de seus livros… se mostrando um artista completo quando o assunto são os tomos.

Os livros físicos são os favoritos de nosso autor, mas ele também publica em um Blog, chamado “Palavras Órfãs de Poesia”, que inclusive é o nome de um poema que está no livro mais recente. Lá o leitor pode acessar todo o material publicado nos livros, e ainda mais contos e poemas ainda não publicados no papel. Por lá também se pode encomendar os livros de Xerxes, com ótimos preços.

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E assim terminou nossa vista com este talentoso escritor, que nos mostrou um pouco de sua sensibilidade, e nos despedimos daquele que foi batizado pela Literatura!
Conectando ideias, conectando a Sexta Arte!

Dalto Fidencio.

 

Jorge Xerxes – Na prosa com o Portal Entrementes