quebra-cabeças

agosto 21, 2016

Yin:

enigma_jorge_xerxes

Yang:

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jorge_xerxes_fatia_cerebro

3nqunto você lava a roupa,

0utro cara trabalha num escritório,

3la cuida da filha pequena,

c4sais fazem amor num quarto

n4lgum canto mundo afora.

qu4l o sentido da existência de cada uma dessas vidas?

5erá obra do acaso?

qu3m já se debruçou um bocado sobre a física sabe que,

qu3m quer que tenha arbitrado as leis

d4 cosmologia e das ligações nucleares,

5abia muito bem o que estava criando.

c0m uma precisão milimétrica,

4s chances da existência do universo

d4 forma como o percebemos

5ao as mesmas de se ganhar sozinho num concurso acumulado da loteria,

0u como aquela de um raio cair sobre a sua cabeça.

3 como se um raio realmente tivesse caído

5obre a cabeça de cada um de nós.

1sso só pode acontecer com a unidade superior dando voz de comando.

Um4 hiper-consciência sustentando o palco desse teatro universo.

3ssa ideia que é o tecido de amarração de todas as criaturas

n4o é senão a soma da realidade de todas elas.

num pr0cesso dinâmico caracterizado por aquilo que se é.

c4da um de nós

um4 simples fatia desse cérebro.

 

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[2/8 21:37] ‪Rudolph : Por que a imagem deste grupo é um gato?

[2/8 21:38] Jorge Xerxes : Alguém pôs o gato, oras!

[2/8 21:38] Rudolph : Bom, o gato tá no lucro

[2/8 21:39] Rudolph : Ele poderia ter sido defenestrado

[2/8 21:42] Jorge Xerxes : No limite tendendo ao infinito, não existe razão para as coisas acontecerem. Elas simplesmente acontecem, como as chances das possibilidades,

[2/8 21:48] Capitão : A questão é: colocaram o gato lá ou foi o gato que se colocou?

[2/8 21:51] ‪Rudolph  : Segundo o Mala, a culpa é do PT

[2/8 21:53] Jorge Xerxes : Acho que nem para isso existe uma resposta simples. Quem garante que o gato está lá quando você não olha para ele?

[2/8 21:58] ‪Gohr : Capitão incluiu a imagem do gato. Já há algum tempo.

[2/8 22:11] ‪Bomba : Jorge Xerxes, para onde vamos quando dormimos?

[2/8 22:27] Branco : Ou melhor, para onde vai o gato quando arremessado pela janela?

[3/8 05:55] Jorge Xerxes : Acabo de acordar, após uma investigação profunda da questão proposta pelo Bomba. A resposta é: não faço a menor ideia, talvez cada noite para um lugar diferente. Mas sempre retorno para a mesma cama onde eu estava antes de adormecer.

[3/8 06:11] Jorge Xerxes : Branco, os gatos sempre caem de pé. Eu sei disso porque já fiz alguns experimentos. Eles têm essa habilidade de se virarem próximo ao momento do impacto, à maneira de uma fatia de pão com manteiga. Agora para onde vão, é pergunta que não sei responder. Usando um gato eu medi a gravidade da terra em 9.807m/s2. Mas através de um modelo de simulação, assumindo a hipótese de que eu estivesse circundando um buraco negro numa nave espacial, ao ser defenestrado, o gato sairia voando!

[3/8 06:22] Jorge Xerxes: Eram os gatos astronautas?

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julho 28, 2016

jorge xerxes magique se

f0f0c4-53:

                 

Deus é o somatório da consciência do universo

– incluindo a consciência dos

animais,

vegetais,

minerais.

E o estágio atual da ciência (humana) não nos permite

senão uma aproximação muito grosseira

das leis que regem a natureza.

A consciência humana é ridiculamente pequena

(para não se igualar ao desprezível)

em relação ao volume de todas as ideias envolvidas

– que a gente deve chamar de verdade.

A religião é uma criação da mente humana

ao entorno daquela ilha

que o ser humano denomina o conhecimento

– ainda assim,

somos parte do todo.

                

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Contra a parede

julho 18, 2016

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Por que não vou ser direta? É coisa que não devo fazer no calor do momento. Passa pela minha própria compreensão a ideia de que você está aí, do outro lado, e não cabe senão a si mesmo desfraldar este véu de delicadas filigranas que nos separa. É desejo seu o auto-engano, como forma de identificar-se consigo mesmo, este a quem ama aos pedaços, para só depois descobrir os próprios meandros da consciência (e também a falta que dela a clareza nos faz agora). Eu vou me esforçar para, gradualmente, deixar de ser hermética, prolixa, na medida em que você vem desvendando os meus mistérios pela laboriosa experiência do tato. Estes simples signos que ora esparramam-se frente as tuas vistas mais parecem um deserto. Leia novamente e perceberás que trocaram de lugar algumas dunas. Ainda assim, você insiste em querer apreender da minha areia mais do que consegue carregar dela (enquanto um só grão bastaria). São as simetrias, as reflexões e os arranjos a entorpecerem os teus sentidos. E você, fazendo deles escravos de mim mesma, quando era para reverberarem num uníssono, despertando em oásis, flor, vitória-régia e água cristalina. Não sou eu quem vai terminar com isso, é você quem vai botar o ponto final – quando este for imprescindível e não houver sombra de dúvida a rigidez do seu pinto. O mesmo que agora é vela de derreter a minha boceta. Entre a grafia de uma única letra em caixa-alta e o fim da sentença: casa de tudo aquilo que vale a pena. É arte milenar de juntar os abismos, cujo vão você ainda não pode vencer de um único salto. Vai e vem descabido. Agora você já pode clamar a minha loucura. Dos meus sonhos restaram a maquiagem borrada, as marcas roxas no pescoço, o cabelo desgrenhado, o mais puro devaneio. Novamente dou linha à imaginação para que flutues, tento te elevar ao sétimo céu da minha gruta, mas você resiste. Ah, sina de criança a brincar empinando sua pipa! O sopro que te levanta é o mesmo que me imprensa. Aceita, meu amigo, humildemente a ideia de que você mesmo está deserto, e posso ser eu este seu oásis. Para constatar, enfim, a resposta a tua pergunta. Aquela que você mesmo se fez tímido, enquanto sussurrava ao meu ouvido: Posso fazer amor contigo?

          

              

Nota: Prosa submetida ao 24º Concurso de Prosa e Poesia da Academia de Letras de São João da Boa Vista sob o pseudônimo de Andréa Beltrão.

Jenipapo

julho 18, 2016

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Trago junto ao peito

Tão próximo quanto possível

(Do Coração)

A delicada Flor que me destes

      

As suas pétalas

São delas reflexo

As gotas

A brotarem vivas, quentes

Do vão de minhas carnes

Acalentando meu ventre

Umedecem o gineceu

      

Ah, amigo!

Se pudesse percebê-las

Simultaneamente

Através do sublime perfume

Insuflado de Amor

 

 

Toma o meu cálice

Você pode se servir

Do meu Licor

     

   

Nota: Poesia submetida ao 24º Concurso de Prosa e Poesia da Academia de Letras de São João da Boa Vista sob o pseudônimo de Andréa Beltrão.

Entrevista ao Entrementes

julho 12, 2016

Jorge Xerxes – Batizado pela Literatura

http://entrementes.com.br/2016/07/jorge-xerxes-batizado-pela-literatura/

 

“Batizado pela Literatura”

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E o Entrementes segue com o importante projeto de falar um pouco sobre os poetas e escritores desta tão rica região que é capitaneada pela São José dos Campos de Cassiano Ricardo, o Vale do Paraíba. Desta vez falaremos sobre o poeta e contista Jorge Xerxes, heterônimo do engenheiro Alessandro Teixeira Neto… que apesar de exercer uma profissão totalmente analítica e imersa nas Ciências Exatas, possui uma alma absolutamente sensível e poética, que achou na Literatura a forma de trazer ao mundo sua faceta artística.

Xerxes8Jorge, que é colunista no Entrementes, nos recebeu em seu aprazível apartamento, onde bastam poucos segundos de observação para se ter a certeza que ali habita uma pessoa ligada às artes, devido à decoração que respira cultura. E as artes plásticas que ali repousam acabaram por dar as
mãos à belíssimas músicas que ele deixou de fundo enquanto nos recebia, e Beatles, Stones e outros gênios nos fizeram companhia enquanto ali estivemos.
Vale salientar que a maioria dos quadros ali foram feitos pelo próprio Jorge, ao longo de sua vida. Ele é sem dúvida um artista de vários nortes!

Xerxes5Ainda no Colegial, o jovem Alessandro, que demonstrava muita facilidade para Exatas, se decidiu por cursar Engenharia quando fosse fazer faculdade. Mesmo tendo escolhido a profissão correta, na qual ele se identificava, ele posteriormente sentiu falta de entender o ser humano, de onde viemos e para onde iremos, e isso fez com que ele mergulhasse no mundo da literatura. Seu autor favorito é Jung, mas ele tem um grande leque de autores que costuma ler. Uma rápida olhada em sua biblioteca particular nos mostra a riqueza da mesma, com títulos de Saint-Exupèry, Blavatsky, Kardec, Hesse, Machado de Assis, Stevenson… só para citar alguns.

E a paixão pelos livros acabou fazendo com que Alessandro fizesse nascer Jorge Xerxes, seu Eu escritor, liberto do mundo analítico e ansioso para enriquecer o mundo com Poesia e Contos da mais alta estirpe. Até seu pseudônimo veio emprestado de dois de seus personagens, ambos tirados de contos de seu livro“Trama e Urdidura”. Em um deles, temos um professor chamado Xerxes, e em outro, um ébrio chamadoJorge. Esses contos foram escritos em dueto com um amigo de longa data de nosso autor, André Fenili.
Um escritor batizado por dois de seus contos… quantos possuem este privilégio, de ser batizado pela própria Literatura? E assim nascia o poeta/contista Jorge Xerxes, que tem como madrinha, ninguém menos que a Literatura!

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Ele já nos brindou com quatro livros, que sempre seguem a temática de trazer contos e poemas em suas páginas. São eles: “As Cinquenta Primeiras Criaturas” de 2010, livro que traz personagens que podemos visitar mais de uma vez, pois eles aparecem em mais de um conto, e os poemas são bastante peculiares, nos transportando a vários sentimentos. É um livro não-linear, deveras interessante. E em 2011 veio “Para Pescar a Lua”, um livro que manteve a temática “contos & poemas”, mas que difere do primogênito, pois este é mais conceitual, sem jamais ser menos sensível e profundo em seus versos e prosas. Chegou 2012 e Jorge nos brindou com “Tramas e Urdiduras”, livro este que traz os contos que batizaram o autor, como já foi dito, e muito mais! Seus poemas repletos de sensibilidade e seus contos viscerais e sui generis são um prato cheio para quem quer passar momentos de mãos dadas à boa Literatura. E finalmente, em 2015 veio “Jornada Rumo ao Sol”. Para falar deste livro, me permito ecoar as próprias palavras de Xerxes: “A inspiração; para a elevação de ideias. O que realmente nutre a alma do homem. Fragmentos: imagens, lembranças, sonhos e outras sensações estéticas. Aquilo que denominamos poesia por pura impossibilidade de capturá-lo por inteiro. Isso, estes nossos fragmentos, os blocos elementares que compõem o sujeito, são os veículos propostos neste livro. Para que você empreenda, montado no sutil, no etéreo, a sua própria Jornada Rumo ao Sol.”.
Profundamente poético… basta abrir suas páginas para nos travestirmos de Ícaro e começar a bater nossas próprias asas, sem nos preocuparmos se o sol irá derreter a cera pelas quais as penas são unidas!

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Outro detalhe a ser lembrado é que Jorge Xerxes cria todas as capas de seus livros… se mostrando um artista completo quando o assunto são os tomos.

Os livros físicos são os favoritos de nosso autor, mas ele também publica em um Blog, chamado “Palavras Órfãs de Poesia”, que inclusive é o nome de um poema que está no livro mais recente. Lá o leitor pode acessar todo o material publicado nos livros, e ainda mais contos e poemas ainda não publicados no papel. Por lá também se pode encomendar os livros de Xerxes, com ótimos preços.

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E assim terminou nossa vista com este talentoso escritor, que nos mostrou um pouco de sua sensibilidade, e nos despedimos daquele que foi batizado pela Literatura!
Conectando ideias, conectando a Sexta Arte!

Dalto Fidencio.

 

Jorge Xerxes – Na prosa com o Portal Entrementes

Se-Mente

junho 25, 2016

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É certo como o dia amanhece

O destino de cada criatura

É fruto da sua semeadura

O amor é alimento e também obra

Do ventre até a cova

 

Infâmia

junho 21, 2016

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Não diga nada.

Apenas ouça:

Estamos eu e Você na sala.

Há um corredor que liga a sala ao quarto,

do outro lado da casa.

Se eu for caminhando através do corredor,

bem como Você,

onde é que Você vai dar?

Responda apenas

com um sorriso.

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É certo que havia vivenciado eventos de natureza telecinética. Como aquela noite no Rio de Janeiro, onde o apartamento, no último andar do edifício, fora inundado pela chuva que, súbita e inusitadamente, atravessara o telhado.

E aquela tigela invertida que chamamos de Céu,

Sob prisão rastejante vivemos e morremos…

Tudo é um Tabuleiro de Xadrez de Noites e Dias

Onde o Destino joga com os Homens como Peças.

 – Rubaiyat, de Omar Khayyam

Outro acontecimento, de natureza improvável, foi a vez em que seu apartamento, já transmudado para a cidade de São José dos Campos, fora inundado por uma simples torneira deixada aberta numa manhã em que faltou a água da rua. Fato é, quando o abastecimento foi restabelecido, não bastou a torneira aberta, sendo necessária também a ocorrência inusitada de entupimentos, duplos e simultâneos, dos ralos da pia e daquele do banheiro. A água escorreu pelo piso inundando não só o apartamento, como também desceu pelas escadas de incêndio, esparramando-se pelo hall do edifício e o salão de festas. Muito suspeita a coincidência.

Você não sabe, Esculápio, que o Egito é uma imagem do céu, ou, para ser mais preciso, que tudo que era governado e que se movia no céu desceu para o Egito e foi aqui transformado? Se a verdade foi contada, a nossa terra é o templo do mundo inteiro.

 – Hermes Trismegisto

Some-se a estes, o terceiro evento de natureza inexplicável, quando o móvel inteiro da cozinha, com fogão, pia e prateleira com louças, veio abaixo, desabando no chão de uma única vez. É interessante que todos estes fenômenos estão associados ao elemento água: o último acontecimento, mais recente, de colapso súbito do móvel da cozinha deu-se num sábado chuvoso.

Seja modesto, correto, moderado, coma pouco, contente-se com alguns bens para que o vergonhoso amor pelo dinheiro não possa macular a glória da sua ciência divina.

 – Firmicus Maternus

Parece evidente que a elevação da umidade do ar catalisa os eventos de natureza telecinética, servindo os íons O+ e os ânions OH- de veículo para o fluxo de corrente energética, que posteriormente resultará em efeito mecânico sensível e inteligente, operado a média distância. De certa forma, estas ocorrências corroboram para a transcendência das faculdades conscientes para aquelas instâncias inconscientes com a mesma magnitude e sentido de orientação em contrário.

Para qualquer visão deve haver um olho adaptado para aquilo que existe para ser visto.

 – Plotino

4qu1l0 7ud0 d3v14 519n1f1c4r 4l9um4 c0154.

p0r 5up0570, r3m373 40 3qu1l18r10 d45 f0rc45 c0n57ru71v45 3 d357ru71v45 n4 n47ur324.

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