A Energia Quebra-Nozes

setembro 19, 2017

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Carta para Quebra-Nozes

setembro 15, 2017

 

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Tá olhando o que?

setembro 14, 2017

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É isso aí, Mano

setembro 3, 2017

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Lauderio :: Quebra Nozes

agosto 31, 2017

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How To Nullify Gravity?

agosto 22, 2017

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crédito da foto: Danilo Seixas Victorazzo

4 m071v4c40 ::  “Se navegar pelos oceanos foi um desafio espetacular, voar pelo universo é aventura ainda mais hercúlea. A Terra está a anos-luz de distância de outros sistemas estelares e uma regra fundamental da física nos limita: nada é mais rápido que a luz. Mesmo se alcançássemos essa velocidade, a jornada para estrelas vizinhas levaria no mínimo quatro anos. Cientistas da Nasa apostam que a solução não está em tentar ser veloz, mas em dobrar o espaço-tempo para aproximar corpos celestes e impulsionar espaçonaves em direção a eles. Viagens de anos-luz demorariam meses. Essa possibilidade ainda é restrita à ficção científica, mas começa a tomar contornos reais em laboratórios. Disse a VEJA o engenheiro espacial Harold White, chefe do departamento da Nasa encarregado de testar possibilidades para levar o homem a partes longínquas do universo: ‘Distorcer o espaço é algo que a natureza faz desde o Big Bang. Resta saber se conseguimos reproduzir esse efeito’. Os cálculos de Harold White e sua equipe redefiniram a conta. Pela nova equação, produzir essa distorção é plausível, e ela pode ser simulada. O termo warp drive (dobra espacial) surgiu na ficção, em Jornada nas Estrelas, e nomeou a teoria do físico mexicano Miguel Alcubierre, em 1994. Pelo modelo, uma fonte energética produz uma bolha ao redor da espaçonave. A bolha expande o espaço na traseira, enquanto o contrai na frente, impulsionando a nave. Essa é a tal dobra. É como se a nave fosse um surfista em cima de uma onda (a dobra) que o leva pelo mar (o universo). Para a tripulação, a nave pareceria imóvel. Em relação à Terra, a velocidade superaria a da luz. Sistemas estelares seriam alcançados em poucos meses. Alcubierre apostava que para criar uma dobra seria necessária uma energia equivalente à da massa de Júpiter. Novamente, uma impossibilidade. Harold White, da Nasa, recalculou. Em sua equação, afinou a bolha no entorno de uma nave esférica de 10 metros de diâmetro. Por consequência, diminuiu a dimensão da fonte energética para 750 quilos.” Revista VEJA, Outubro de 2012

        

Leia Mais: http://nanquin.blogspot.com/2012/10/viagem-do-corvo.html#ixzz4qcNnvvP0

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4 d35c083r74 :: O que eu descobri é que usando fontes de excitação vibracional sincronizadas em u(theta), temos uma sustentação proporcional a 1/8 da energia aplicada no sistema. Por isso, tem a ver com música. Lembra-se das oitavas na música? Pois é… existe uma música específica que dobra o espaço tempo, gerando sustentação. O conceito é bastante simples.

       

0 7r474m3n70 :: Estou tratando como Domínio Público e Utilidade Pública, para evitar que caia na mão de Corporações que eventualmente venham a usar simples Leis Naturais em benefício próprio e interesses espúrios [desde aqueles menos nocivos (acumuladores de renda), até aqueles mais nocivos (finalidades militares)]. Quem me conhece, sabe que sempre fui contra as Patentes. Na minha humilde opinião, c0nh3c1m3n70 d3v3 53r c0mp4r71lh4d0.

          

0 49r4d3c1m3n70 :: Não fui eu quem inventei isso. Como expus acima, se trata tão simplesmente de uma Lei da Natureza. 49r4d3c0 40 cr14d0r p3l4 1n5p1r4c40!!

                 

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Trying to explain in a simple way…

Looping Study, Low-g Board

agosto 17, 2017


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[Diogo passava os seus dias cuidando de imenso jardim na grande mansão. Em troca daquele seu trabalho simples, natural, daquele seu cuidado às frágeis criaturas do reino vegetal, é que ele garantia sustento](1). A contrapartida de suas mãos calejadas: o quarto singelo para repousar o seu ser à noite, ante a gravidade da terra e o etéreo das estrelas flutuantes, acima de sua cabeça; um bom prato de comida que Luiza preparava; e água a vontade, para beber, lavar o corpo e dar de beber a sua verde companhia.

   

(1) Esta primeira frase se refere ao consciente de Diogo.

   

Daquela sua simplicidade singular irradiava o sorriso ingênuo, e um brilho por vezes inconcebível, que habita apenas os retardados e os mentecaptos. Diogo não entendia das coisas do homem, cada cuidadoso golpe de sua enxada separava, paulatinamente, as ervas daninhas das mais variadas espécies de plantas, e resultava em gotas de suor que lhe corriam a face. O mesmo sol que possibilitava a fotossíntese castigava a sua cara.

   

Os elegantes moradores da mansão avançavam orgulhosos com os seus visitantes através de caminhos cuidadosamente traçados, entre magníficas folhagens, as belas flores e sublimes perfumes, mas mesmo estando ali, em meio às plantas, Diogo passava-lhes desapercebido.  E assim Diogo, abandonado na crosta terrestre, crescia para dentro, deslocado da escória do ser humano.

   

Certa noite de primavera, logo após o crepúsculo, Diogo deu-se conta de um corpo sutil e brilhante que recém avistara no céu. Então ele, como uma criança, correu e chamou Luiza para compartilhar da descoberta. ‘Onde está, Diogo?’ Ele apontava com o dedo indicador de sua mão esquerda, ao mesmo tempo em que fechava o seu olho direito, num espetáculo de lhe tirar o crédito, ‘está lá, viste?’ ‘Pois eu não vejo é nada, hôme.’ ‘É pequenino como um grão de areia.’ ‘Deixe de besteira que eu vou me recolher’, disse Luiza, já imaginando que Diogo tivesse com segundas intenções.

    

[As noites e os dias se desdobravam numa sucessão da mesma rotina, como que para imprimir-lhes o duro signo da realidade, de uma vida tranquila e sem sobressaltos para os patrões, do quotidiano sofrido dos empregados](2). Foi durante esse período que Diogo acompanhou a aquiescência do firmamento ao surgimento de nova esfera celeste: esta assomava em volume e brilho a cada anoitecer.

    

(2) Esta segunda frase se refere à ilusão dos não despertos.

    

Todas as noites, um Diogo assombrado clamava por Luiza para compartilhar dessa sua descoberta. Ela olhava, buscava, mas nada via. Ela procurava também perscrutar um eventual desígnio secundário advindo daqueles miolos matutos de Diogo, mas este esforço também, lhe era vão. [Foi exatamente naquela noite quando Luiza finalmente decidiu permitir-se e ceder à aproximação do seu corpo ao corpo de Diogo que, para seu espanto, ela vislumbrou pela primeira vez a pedra celeste que se avolumava e avançava perigosamente em rota de colisão com o planeta Terra](3).

    

(3) Esta terceira frase se refere ao despertar da consciência.

    

Não tardou muito: os observatórios ao redor do planeta só tinham olhos para o asteróide; os cientistas, alarmados, debatiam sobre as implicações e a possível origem de misterioso objeto que viajava em velocidade assombrosa, cruzava o espaço, e seguia em direção a nossa Terra. Os jornais sanguinolentos, os noticiários sensacionalistas da tv, as páginas fúteis da internet, o assunto monopolizava atenções, causando verdadeiro alvoroço, especialmente entre os mais abastados, os mais cultos e os eminentes, que temiam a ideia de serem esmagados como se fossem formigas.

    

Luiza observou um estranho paradoxo no transcorrer daqueles dias. Diogo permanecia absorto pelas demandas com as plantas do imenso jardim na grande mansão. O seu cuidado com as verdes criaturas era inabalável. À noite ele passava a admirar o asteróide, como fizera desde a sua primeira observação da pedra celeste. Um estranho brilho reluzia de seus olhos, algo nas entranhas daquela cabeça matuta e surrada pelo Sol parecia começar a ferver a quentura das ideias. Diogo não precisava ir chamar por Luiza para observarem juntos ao asteróide, ela vinha por vontade própria encontrá-lo, beber daquela sua gradual e crescente sapiência.

    

Certa noite Diogo lhe falou da [alquimia](4), que era para ele a supremacia do espírito sobre a mente, transcendendo a matéria. Ele explicou sobre o conceito do [grande regenerador](5), sobre a necessária transformação pela destruição, queima e consubstanciação de velhos aspectos imanentes para o surgimento de padrões organizacionais mais elevados. Luiza ouvia a essa fala admirada, ao mesmo tempo em que pouco ou quase nada compreendia.

    

(4) https://pt.wikipedia.org/wiki/Alquimia

(5) https://pt.wikipedia.org/wiki/Calunga_(esp%C3%ADrito)

    

Outra noite parecia a Luiza que os olhos de Diogo tinham luz própria enquanto ele dissertava longamente sobre a mitologia romana e o deus do mundo inferior. Vez por outra mudava o enfoque, mesmo o seu jeito de narrar, abordava a questão sob a luz de diferente disciplina. Agora o tema era a astronomia. Diogo falava sobre um senhor de nome [Percival Lowell](6) e o projeto de busca do nono planeta, denominado [‘Planeta X’](7), ao alvorecer do século XX.

    

(6) https://pt.wikipedia.org/wiki/Percival_Lowell

(7) https://pt.wikipedia.org/wiki/Planeta_X

    

Com a aproximação gradual, verdadeira invasão do céu pela misteriosa esfera celeste, que agora competia em área e brilho com a nossa Lua cheia (embora apresentasse tonalidade ligeiramente mais escura e avermelhada), Luiza percebia que os donos da mansão e os seus visitantes estavam às raias da loucura; de tão transtornados pelo medo. Por outro lado, Diogo em sua simplicidade e pureza, parecia exultante com a boa nova.

    

Foi quando a área do asteróide no céu parecia uma ordem de grandeza superior àquela da Lua cheia (i.e., pelo menos dez vezes maior), e a Terra dava sinais claros de exaustão (através da intensa ocorrência de tsunamis, terremotos e a erupção de vulcões); que a comunidade científica admitiu finalmente, em um comunicado oficial à imprensa internacional, que o choque da pedra celeste com o nosso planeta seria inevitável, decretando o fim inexorável da humanidade.

    

Luiza, que assistiu à grave declaração em transmissão simultânea através de seu ultrapassado televisor de tubo, estava inconsolável e foi ter com Diogo. ‘Você já ouviu falar de [Plutão](8)? Esse, que já foi considerado o nono planeta do sistema solar, foi rebaixado no início do século XXI ao grau de planeta anão. Plutão e [Caronte](9)(10), o seu maior satélite natural, caracterizam em verdade um sistema binário, porque o baricentro (ou centro de massa) das suas órbitas está fora do volume definido por cada uma dessas esferas celestes’, disse Diogo com sua tranquilidade habitual.

    

(8) https://pt.wikipedia.org/wiki/Plut%C3%A3o

(9) https://pt.wikipedia.org/wiki/Caronte_(sat%C3%A9lite)

(10) https://pt.wikipedia.org/wiki/Divina_Com%C3%A9dia

    

Fato é que o asteróide continuou a crescer assustadoramente no céu e, quando o choque e o fim pareciam inevitáveis, o seu movimento subitamente cessou, ao estabelecer com a Terra a configuração de um novo [sistema planetário binário no sistema solar](11)(12).

    

(11) https://pt.wikipedia.org/wiki/Planeta_duplo

(12) https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela_bin%C3%A1ria

    

Diogo despertou ao meio da noite, num sobressalto. Sua pele eriçada como se lhe soprassem graves os ventos do espírito. O coração batia forte e descompassado, a ponto de lhe saltar pela boca. Dada a sua natureza cabocla, matuta, ignara muito pouco ou quase nada ele apreendeu conscientemente de inusitada experiência. Mas, de alguma forma, esse conhecimento foi incutido às instâncias mais profundas de seu ser. [Como a semente que cai na terra, algo em seu íntimo foi posto em movimento](13).

    

(13) Esta quarta frase se refere ao inconsciente de Diogo.

    

Diogo passava os seus dias cuidando de imenso jardim na grande mansão. Daquela sua simplicidade singular irradiava o sorriso ingênuo, e um brilho por vezes inconcebível, que habita apenas os retardados e os mentecaptos. E assim Diogo, abandonado na crosta terrestre, crescia para dentro, deslocado da escória do ser humano.

    

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Nota de Esclarecimento: A segunda versão deste conto, original do dia 19/09/2011, nasce hoje, no dia 16/08/2017, apenas com notas de esclarecimento referentes a alguns conceitos e ideias de suma importância que podem passar (desa)percebidas ao leitor (des)atento. Agradeço ao Amigo e Poeta Milton Filho que, após uma profícua conversa através de videoconferência, recomendou que eu prestasse maiores esclarecimentos. Espero Que Fique Claro.

    

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importância; plutão; caronte; astronomia; psicologia; sonho; inconsciente; consciente; despertar; alquimia; grande-regenerador; percival-lowell; planeta-x; divina-comédia; individuação; dante-alighieri; planeta-binário.