“Palavras Órfãs de Poesia: O que Restou”, fundado aos 03 de Dezembro de 2008, apresenta ao grande público um pouco do pensamento, das ideias e as criações do escritor brasileiro Jorge Xerxes.

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Jorge Xerxes – heterônimo de Alessandro Teixeira Neto – é pisciano; nascido no ano de 1971.

Natural de São João da Boa Vista, SP; “cresci ao pé da serra da Mantiqueira; por entre trilhas e cachoeiras; sempre em rota de colisão àquele verde inconcebível”.

Estudou por pouco mais de dez anos na Unicamp; “tinha o meu próprio ritmo de assimilar as coisas” diz com um sorriso enigmático no canto da boca.

Interessa-se por tudo aquilo que nos passa desapercebido; “gosto de escrever sobre as coisas pequenas”.

Publicou:

“As Cinquenta Primeiras Criaturas”, Livro de Contos e Poesias, 150 pp, Editora Multifoco, ISBN: 978-85-7961-109-4, (2010).

Trecho do prefácio de “As Cinquenta Primeiras Criaturas”, por Sonia Regina:

Em As Cinquenta Primeiras Criaturas, o que poderia ser entendido inicialmente como criação de significados – os personagens ultrapassarem os limites de um único conto – vai além, acrescenta e redimensiona. Os mesmos personagens aparecerem em diversos contos e os poemas estarem inseridos entre eles tangencia a fronteira tênue entre realidade e ficção, substituindo a expectativa de autenticidade e verdade pela interrogação acerca da possibilidade e impossibilidade.

O amor e a felicidade pontuam a dor e a subjetividade é redefinida. Sonhos e desejos, turbulências, criaturas, o sagrado e o profano são menções iniciais que parecem nos dar um perfil que, ao longo das narrativas, vai sendo alterado face às ações. A essência nos escapa. Parece inacessível.

É a partir dessa noção de movimento que melhor podemos viajar pela escritura desse livro, sem ancoragem predeterminada ou idéias prévias. O proveito da leitura independe de referências que nos dêem um sentido totalizador ou homogêneo. As direções são variadas, não se pode fazer uma articulação linear.

É sem submeter-se a significados manifestos que o autor mantém o pacto que a princípio estabeleceu conosco, de interagir através de narrativas literariamente intencionadas.

Jorge Xerxes apresenta mundos possíveis e personagens que se deslocam pelos cenários em sequências de fatos. Estranhos por vezes, incomuns – mas verossímeis. São narrados sem tarefas simbólicas: é a linguagem exercendo a ação através da escrita, e falando.

“Para Pescar a Lua”, Livro de Contos e Poesias, 138 pp, Ryoki Inoue Produções, ISBN: 978-85-63427-09-0, (2011).

Trecho do prefácio de “Para Pescar a Lua”, por Ryoki Inoue:

Jorge Xerxes é, realmente, surpreendente. É difícil imaginar que um homem diretamente ligado às ciências exatas possa ser dotado de tanta sensibilidade tanto em seus poemas quanto em sua prosa!

Coube-me a espinhosa – mas nem por isso menos agradável e honrosa – tarefa de prefaciar “Para Pescar a Lua”. Tive de ler seu texto com aquele olhar crítico que me permitisse elaborar um prefácio imparcial. Missão absolutamente impossível, uma vez que o prazer despertado pela leitura de seu livro acabava, a cada cinco minutos, por me desviar para uma leitura tão prazerosa que impedia o olhar profissional e levava àquele de quem lê inebriado, ansiando pela continuação e, por fim, pelo desfecho de cada conto, de cada poema.

Seus matutos no alto do morro, fumando seus palheiros e observando o mundo que segue seu curso lá embaixo, transportam o leitor para uma vida que, se não deve ser chamada de abstrata, no mínimo é bastante surrealista, uma vida que, no íntimo, todos nós gostaríamos de levar.

Com nítidas raízes no campo, Xerxes usa muito adequadamente alguns termos típicos da roça (por exemplo “acochava a palha” do cigarro), o que me trouxe à lembrança minhas próprias raízes e provocou-me um momento de deliciosa nostalgia.

Digo e repito, apenas, que Jorge Xerxes me surpreendeu. Não apenas por sua competência ao elaborar um texto, por sua sensibilidade e profundidade, mas principalmente por obrigar o leitor a revelar-se para si mesmo.

“Trama e Urdidura”; Livro de Contos, Crônicas e Poesias; 156pp; Scortecci Editora; ISBN: 978-85-366-2764-9; (2012).

Trecho do prefácio de “Trama e Urdidura”, por Fernanda Barros:

A simbiose de números, letras, poesia, narrativa e uma tocante referência ao que existe de mais profundo na essência humana é o que nos desperta a leitura de Trama e Urdidura de Jorge Xerxes, escritor que sabe preencher suas obras – sendo esta a terceira – com áreas de conhecimento distintas, unindo-as, como se elas jamais tivessem sido, drasticamente separadas para uma compreensão mais apurada – e facilitada – das mesmas.

O universo reverbera na presente obra e em cada estranha correspondência encontra-se o notório revisitado sob o viés do infinitamente incomum.

É fascinante entrar em contato com uma obra contemporânea profusa de inovação, contudo, sem apresentar-se destituída do estilo incrível da escrita bem feita: a escrita que faz a alma do leitor vagar em identificações e também em surpresas, as quais o permitem adentrar e vislumbrar conhecimentos outrora nem mesmo imaginados. E tudo isso é exposto através de textos – tanto em prosa como em verso – carregados de um cotidiano pertencente a todos, porém, explicitados e enaltecidos de forma visceralmente única: o tear urdindo a trama de situações comuns de maneira inusitada.

O conjunto de maquinações de Jorge Xerxes expõe muito do que é pensado, imaginado, fantasiado, mas que, geralmente, não é dito por artificial e hipócrita puritanismo. Esse entrecho diferenciado é um grito em meio à normalidade nauseante, é um silêncio em meio a tantos que falam e citam sem dizer coisa alguma. Contudo, tais maquinações não são contra alguém ou algo, mas a favor. A favor de apurar percepções, de desenvolver olhares mais profundos acerca de detalhes que, para uma maioria, podem parecer totalmente dispensáveis, pois insignificantes.

“Se algo parece certo é porque, certamente, está errado”, nos faz divagar assim Xerxes, em alguns de seus versos cheios de sensibilidade. Seja certo, errado ou ainda que apareça qualquer outra qualidade existente nas adequações e determinações dos signos linguísticos, a leitura de Trama e Urdidura, definitivamente importa muito.

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“Jornada Rumo ao Sol”; Livro de Contos e Poesias; 132pp; Scortecci Editora; ISBN: 978-85-366-4181-2; (2015).

Nota de “Jornada Rumo ao Sol”, por Jorge Xerxes:

Por que Jornada Rumo ao Sol?

Segundo a mitologia grega Ícaro caiu no Mar Egeu quando a cera de suas asas se derreteu. Ícaro havia se descuidado em seu voo indo para próximo do Sol. Ele ignorara o aviso de seu pai, Dédalo, para que o evitasse. Quanto ao paradeiro de Ícaro há, entretanto, controvérsia. O rastro de cera deixado, indo até a fronteira da Terra, é um forte indício de que ele teria deixado o planeta.

Se Ícaro tivesse de fato voado rumo ao Sol – suposto ter vencido com suas asas a gravidade da Terra – como teria sido o seu fim?

O nosso Sol provavelmente deve tê-lo consumido sem dó nem piedade. Aquela antiga chama em combustão extrema teria transformado a massa de outrora – seja o corpo ou as suas asas – num produto mais sutil. A inspiração; para a elevação de ideias. O que realmente nutre a alma do homem.

Fragmentos: imagens, lembranças, sonhos e outras sensações estéticas. Aquilo que denominamos poesia por pura impossibilidade de capturá-lo por inteiro.

Isso, estes nossos fragmentos, os blocos elementares que compõem o sujeito, são os veículos propostos neste livro.

Para que você empreenda, montado no sutil, no etéreo, a sua própria Jornada Rumo ao Sol.

Como adquirir os livros?

Os livros podem ser adquiridos diretamente com o autor através do email jorgexerxes@gmail.com

Os preços, com frete incluso para todo o Brasil, são apresentados abaixo. Os preços valem para todos os livros, independente dos títulos escolhidos.

1 Livro: 31 reais (preço unitário, 31 reais)

2 Livros: 56 reais (preço unitário, 28 reais)

3 Livros: 75 reais (preço unitário, 25 reais)

4 Livros: 88 reais (preço unitário, 22 reais)

O autor solicitará o depósito em conta corrente referente ao valor da compra. Os livros serão enviados pelos Correios (carta registrada).

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