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O Livro Do Que

maio 18, 2017

             

Foi lançado ontem, 17 de Maio de 2017, pela Amazon “O Livro Do Que”.

             

“O Livro Do Que” é o quinto livro de Jorge Xerxes. O primeiro publicado exclusivamente em versão digital. Sessenta e seis páginas do que há de melhor na imaginação e na fantasia em prosa, poesia e imagem deste autor inventivo.

              

https://www.amazon.com.br/dp/B0716Z3TC8/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1495095622&sr=8-1&keywords=jorge+xerxes

              

Contra a parede

julho 18, 2016

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Por que não vou ser direta? É coisa que não devo fazer no calor do momento. Passa pela minha própria compreensão a ideia de que você está aí, do outro lado, e não cabe senão a si mesmo desfraldar este véu de delicadas filigranas que nos separa. É desejo seu o auto-engano, como forma de identificar-se consigo mesmo, este a quem ama aos pedaços, para só depois descobrir os próprios meandros da consciência (e também a falta que dela a clareza nos faz agora). Eu vou me esforçar para, gradualmente, deixar de ser hermética, prolixa, na medida em que você vem desvendando os meus mistérios pela laboriosa experiência do tato. Estes simples signos que ora esparramam-se frente as tuas vistas mais parecem um deserto. Leia novamente e perceberás que trocaram de lugar algumas dunas. Ainda assim, você insiste em querer apreender da minha areia mais do que consegue carregar dela (enquanto um só grão bastaria). São as simetrias, as reflexões e os arranjos a entorpecerem os teus sentidos. E você, fazendo deles escravos de mim mesma, quando era para reverberarem num uníssono, despertando em oásis, flor, vitória-régia e água cristalina. Não sou eu quem vai terminar com isso, é você quem vai botar o ponto final – quando este for imprescindível e não houver sombra de dúvida a rigidez do seu pinto. O mesmo que agora é vela de derreter a minha boceta. Entre a grafia de uma única letra em caixa-alta e o fim da sentença: casa de tudo aquilo que vale a pena. É arte milenar de juntar os abismos, cujo vão você ainda não pode vencer de um único salto. Vai e vem descabido. Agora você já pode clamar a minha loucura. Dos meus sonhos restaram a maquiagem borrada, as marcas roxas no pescoço, o cabelo desgrenhado, o mais puro devaneio. Novamente dou linha à imaginação para que flutues, tento te elevar ao sétimo céu da minha gruta, mas você resiste. Ah, sina de criança a brincar empinando sua pipa! O sopro que te levanta é o mesmo que me imprensa. Aceita, meu amigo, humildemente a ideia de que você mesmo está deserto, e posso ser eu este seu oásis. Para constatar, enfim, a resposta a tua pergunta. Aquela que você mesmo se fez tímido, enquanto sussurrava ao meu ouvido: Posso fazer amor contigo?

          

              

Nota: Prosa submetida ao 24º Concurso de Prosa e Poesia da Academia de Letras de São João da Boa Vista sob o pseudônimo de Andréa Beltrão.

Jenipapo

julho 18, 2016

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Trago junto ao peito

Tão próximo quanto possível

(Do Coração)

A delicada Flor que me destes

      

As suas pétalas

São delas reflexo

As gotas

A brotarem vivas, quentes

Do vão de minhas carnes

Acalentando meu ventre

Umedecem o gineceu

      

Ah, amigo!

Se pudesse percebê-las

Simultaneamente

Através do sublime perfume

Insuflado de Amor

 

 

Toma o meu cálice

Você pode se servir

Do meu Licor

     

   

Nota: Poesia submetida ao 24º Concurso de Prosa e Poesia da Academia de Letras de São João da Boa Vista sob o pseudônimo de Andréa Beltrão.

Entrevista ao Entrementes

julho 12, 2016

Jorge Xerxes – Batizado pela Literatura

http://entrementes.com.br/2016/07/jorge-xerxes-batizado-pela-literatura/

 

“Batizado pela Literatura”

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E o Entrementes segue com o importante projeto de falar um pouco sobre os poetas e escritores desta tão rica região que é capitaneada pela São José dos Campos de Cassiano Ricardo, o Vale do Paraíba. Desta vez falaremos sobre o poeta e contista Jorge Xerxes, heterônimo do engenheiro Alessandro Teixeira Neto… que apesar de exercer uma profissão totalmente analítica e imersa nas Ciências Exatas, possui uma alma absolutamente sensível e poética, que achou na Literatura a forma de trazer ao mundo sua faceta artística.

Xerxes8Jorge, que é colunista no Entrementes, nos recebeu em seu aprazível apartamento, onde bastam poucos segundos de observação para se ter a certeza que ali habita uma pessoa ligada às artes, devido à decoração que respira cultura. E as artes plásticas que ali repousam acabaram por dar as
mãos à belíssimas músicas que ele deixou de fundo enquanto nos recebia, e Beatles, Stones e outros gênios nos fizeram companhia enquanto ali estivemos.
Vale salientar que a maioria dos quadros ali foram feitos pelo próprio Jorge, ao longo de sua vida. Ele é sem dúvida um artista de vários nortes!

Xerxes5Ainda no Colegial, o jovem Alessandro, que demonstrava muita facilidade para Exatas, se decidiu por cursar Engenharia quando fosse fazer faculdade. Mesmo tendo escolhido a profissão correta, na qual ele se identificava, ele posteriormente sentiu falta de entender o ser humano, de onde viemos e para onde iremos, e isso fez com que ele mergulhasse no mundo da literatura. Seu autor favorito é Jung, mas ele tem um grande leque de autores que costuma ler. Uma rápida olhada em sua biblioteca particular nos mostra a riqueza da mesma, com títulos de Saint-Exupèry, Blavatsky, Kardec, Hesse, Machado de Assis, Stevenson… só para citar alguns.

E a paixão pelos livros acabou fazendo com que Alessandro fizesse nascer Jorge Xerxes, seu Eu escritor, liberto do mundo analítico e ansioso para enriquecer o mundo com Poesia e Contos da mais alta estirpe. Até seu pseudônimo veio emprestado de dois de seus personagens, ambos tirados de contos de seu livro“Trama e Urdidura”. Em um deles, temos um professor chamado Xerxes, e em outro, um ébrio chamadoJorge. Esses contos foram escritos em dueto com um amigo de longa data de nosso autor, André Fenili.
Um escritor batizado por dois de seus contos… quantos possuem este privilégio, de ser batizado pela própria Literatura? E assim nascia o poeta/contista Jorge Xerxes, que tem como madrinha, ninguém menos que a Literatura!

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Ele já nos brindou com quatro livros, que sempre seguem a temática de trazer contos e poemas em suas páginas. São eles: “As Cinquenta Primeiras Criaturas” de 2010, livro que traz personagens que podemos visitar mais de uma vez, pois eles aparecem em mais de um conto, e os poemas são bastante peculiares, nos transportando a vários sentimentos. É um livro não-linear, deveras interessante. E em 2011 veio “Para Pescar a Lua”, um livro que manteve a temática “contos & poemas”, mas que difere do primogênito, pois este é mais conceitual, sem jamais ser menos sensível e profundo em seus versos e prosas. Chegou 2012 e Jorge nos brindou com “Tramas e Urdiduras”, livro este que traz os contos que batizaram o autor, como já foi dito, e muito mais! Seus poemas repletos de sensibilidade e seus contos viscerais e sui generis são um prato cheio para quem quer passar momentos de mãos dadas à boa Literatura. E finalmente, em 2015 veio “Jornada Rumo ao Sol”. Para falar deste livro, me permito ecoar as próprias palavras de Xerxes: “A inspiração; para a elevação de ideias. O que realmente nutre a alma do homem. Fragmentos: imagens, lembranças, sonhos e outras sensações estéticas. Aquilo que denominamos poesia por pura impossibilidade de capturá-lo por inteiro. Isso, estes nossos fragmentos, os blocos elementares que compõem o sujeito, são os veículos propostos neste livro. Para que você empreenda, montado no sutil, no etéreo, a sua própria Jornada Rumo ao Sol.”.
Profundamente poético… basta abrir suas páginas para nos travestirmos de Ícaro e começar a bater nossas próprias asas, sem nos preocuparmos se o sol irá derreter a cera pelas quais as penas são unidas!

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Outro detalhe a ser lembrado é que Jorge Xerxes cria todas as capas de seus livros… se mostrando um artista completo quando o assunto são os tomos.

Os livros físicos são os favoritos de nosso autor, mas ele também publica em um Blog, chamado “Palavras Órfãs de Poesia”, que inclusive é o nome de um poema que está no livro mais recente. Lá o leitor pode acessar todo o material publicado nos livros, e ainda mais contos e poemas ainda não publicados no papel. Por lá também se pode encomendar os livros de Xerxes, com ótimos preços.

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E assim terminou nossa vista com este talentoso escritor, que nos mostrou um pouco de sua sensibilidade, e nos despedimos daquele que foi batizado pela Literatura!
Conectando ideias, conectando a Sexta Arte!

Dalto Fidencio.

 

Jorge Xerxes – Na prosa com o Portal Entrementes

Labirinto

março 18, 2016

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Começamos observando o espaço,

sondando as estrelas,

olhando para o céus, as nuvens, o sol,

buscávamos fora de nós

as fronteiras do universo

até onde a vista alcança.

 

Forma de traçarmos um mapa,

um plano de fuga,

do conhecido e do que nos atormenta.

 

É passada a hora de voltarmo-nos

(in)(e)ternamente a essência.

 

A luz interior

é reflexo que faz morada

no peito.

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Este texto apresenta impressões. As passagens que mais me sensibilizaram na travessia cuidadosa do romance:

Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi. Cecilia Giannetti. 232pp. Agir Editora Ltda. ISBN 978-85-220-0652-6. Rio de Janeiro, 2007.

Uma simples escolha de trechos (ou veículo que leva a profunda reflexão).

..viagem..da..boa….deixe-se..levar….

Seu amor tem várias obturações e, quando quer ir embora, mostra todas.

Há uma legião descontente inteira contra um anjo apenas.

O gato era o mediador do afeto entre ela e o homem. O poeta beijava o gato entre as orelhas e trancava-se no escritório. Ela beijava o gato entre as orelhas ao deixar o duplex pela manhã e ao chegar, à noite. O gato recebia tudo em silêncio estático. Recebeu tanto amor por tabela que cresceu forte.

Então olho para ele e me esqueço.

Então, se viesse a chance de se extraviar, de se tornar um corpo, um nome, uma pessoa diferente de aquela que acaba de trocar o bar pela rua, a chance viria agora e seria esta.

Olha para baixo, pela janela, o mosaico da feira se formando de madrugada:

O vozerio sobe confuso desde o meio da noite e vai seguir o dia inteiro junto com um chocalho incansável ditando o ritmo para as ancas gordas passarem com suas sacolas ao lado, como burros de carga apetitosos, os homens abafam no grito de alho e de fruta o grito de foda que não dão nessas donas. O mundo é tão cheio de carne.

Tem certeza, é a própria alma que expõe diante de si no espelho. Uma alma dedicada ao bem-estar de seu invólucro, à celebração de seu abrigo, um espírito firme cujos incansáveis trabalhos culminaram na construção do templo que ela pode observar orgulhosa e oferecer sem reservas ao escrutínio dos outros, reproduzindo-se em milhões de aparelhos de TV.

A consciência, meu bicho noturno, me diz que isto é um tipo de morte. É um tipo de morte em que o corpo persiste, mas inanimado, vazio do que fomos.

Amplificados, os ecos embaralham-se distorcidos, batem-se e rebatem-se contra as paredes do museu que despejo aqui, quebrando as peças mais delicadas na fúria de sua repetição.

Finíssimas lombadas de capas de vinil me assombram há algum tempo, constantemente ondulando sobre as prateleiras de uma estante de ferro que tenho na sala. Muito antes disso eram os traços dos meus amigos que também já oscilavam.

Hoje saio sem me despedir, por uma porta que não existe, pulando uma janela que não está aqui, fugindo do assunto – com gritos de montanha-russa e os braços jogados pro alto –, descendo ao parágrafo seguinte.

Sabe por que o mundo anda fora de controle?, eu digo para ele. Porque Deus se distrai olhando os gatos.

“Quero morrer neste duplex?” A pergunta que faz alguém anunciar um imóvel nos classificados é a mesma a atravessar a cabeça branca da velha que inspeciona o apartamento.

Mil preces gentis por nós que não conseguimos ainda ligar o som nem o computador, desistimos de arrumar tudo na mesma noite, na casa nova, e bebemos cerveja no meio das caixas de papelão e sacos de lixo pretos cheios do meu lixo, que não conseguimos ainda ligar a televisão nem sabemos onde colocar o sofá, esperamos ansiosamente o telefone tocar e esquecemos: também não conseguimos ligar o telefone neste novo lugar.

Tenta imaginar como foi que aconteceu. Um relâmpago, e a história vem no clarão. Desaparece se tenta resumi-la, pois não é uma seta, não é uma lembrança que surge reta, fechada – é de avanço e recuo, ondas.

O que vivemos aqui é um tipo de morte, diz o obituário recitado pela voz, feita de palavras desconhecidas que sobem do chão, atravessam as paredes carregadas pela fumaça da paranóia enquanto ela rola o corpo entre infernos e alascas numa mesma estação dessa cidade sempre quente onde todos virarão pó, e todos serão vulto de terror espesso e presas desdenhosas, crescendo ao seu redor como muros de chapisco num subúrbio cinza que é cimento cru e tédio, onde as crianças não têm vontade de ir brincar na calçada. Ficam trancadas nos quartinhos remoendo pequenas culpas, sofrendo mais que os corpos ardendo de infância deviam aguentar, e aguentam, remorsos sufocados na frente da TV, crescem dali para casulos ainda menores. O crescimento é uma atrofia.

Os fatos são permeáveis aos mandos e desmandos de quem se lembra deles como pode e como quer.

A pele finíssima parece de plástico, uma frágil membrana esticada sobre a área onde determinou, com a convicção dos seus 13 anos, que a evidência de uma órbita mais boçal dele mesmo não poderia ser erradicada com o tempo. Pode. A marca com que foi admitido à boiada da nossa geração era um ideograma chinês representando a Paz de Espírito.

Muita gente se perdeu. O mundo encolheu e muitos se encontram nessa situação indesejada. No furgão, a caminho da Central do Tédio, mesmo as ruas que eu conhecia bem agora me parecem uma armadilha.

Viramos para olhá-los e, por um momento, o tempo em que dura o sinal fechado, adoramos os chineses da maneira complicada que adoramos tudo o que é diferente de nós.

A Central do Tédio é o refúgio das crianças eternas que, secretamente, imaginam terem fracassado em algum setor da vida, ou em vários. Sustentam a juventude numa pose de quem sabe que uma coisa muito boa espera por eles mais à frente. Mesmo que tudo em volta sejam destroços e seus dentes sejam de porcelana, postiços. A Central do Tédio fica no meio de lugar nenhum.

Quando somos crianças, a maioria das adivinhações que nos propõem são jogos de palavras que têm como retorno o absurdo. Se ninguém se esquecesse da estrutura dessas charadas – uma solução esdrúxula para uma premissa absurda – não esperaríamos desfechos lógicos no futuro.

Qualquer bobagem realizada nas condições generosas que a juventude já ofereceu ganha proporções épicas na imaginação.

A Central do Tédio não condena a fé cega em projetos desesperados. Ainda que tudo sejam apenas ruínas.

Soubemos, a partir daquele dia, da outra realidade. E do medo que, de tão puro, é invisível, ridículo porque não deixa saída e não sabe como entrou.

Acendo um cigarro. Fumar também é uma forma de exercício, já que altera a respiração e há movimentos repetidos. Aqui sou diferente de tudo que você sabe de mim, não sigo as regras daquela nossa casa, existo livre de quase todo desconforto mudo que morou conosco. Aqui faz tanto silêncio que dá pra ouvir o cigarro queimando.

Penso que um homem sabe que o riso leva a Deus, que Deus fala com o homem através da comédia e não da miséria, a que nos tornamos indiferentes por sua persistência. Um homem não tem medo do seu nome na boca de uma mulher. Um homem me abraça inteira num aperto de mão.

Quando chama meu nome, não me faz uma exigência. É pergunta mas não é dúvida, ele sabe que vou. Gosto dos meus dias com ele do jeito que são, da alegria de não me justificar.

Atendo porque não desejo ignorá-lo.

Um tumulto nos olhos.

Da primeira vez que toquei com as mãos os ossos dos quadris dele, empurrava aberta uma janela e o sol me lambia por dentro. Não era dia.

Tiro os sapatos, tiro o mamilo esquerdo da blusa roçando-lhe a ponta com a ponta dos dedos.

Levanta minha saia sem que eu tenha que fazer nada, afasta a calcinha e sinto a língua como ele inteiro, que vem em seguida, e é total agora, tenho que abrir mais.

O que possibilita os jogos no silêncio e no escuro é o timbre onipresente. Mesmo que não diga nada depois de começar, o grave escapa em sua respiração.

Se eu não me abrir o máximo por cima dos ombros dele, meu ar vai ser cortado.

Preciso prendê-lo com toda a força entre as pernas ao mesmo tempo em que abraço seu pescoço com os pés e busco mais fundo onde o fundo está em mim.

Ela ajuda na sua escavação, o homem cava e ela precisa ir junto ao próprio fundo. Ele revela a anatomia interna que ela imagina ter, um pintor que reproduz paisagens sonhadas em segredo.

Tudo que sei dele pulsa e tem movimentos próprios em mim, o comando vibra no tom certo; no fundo, a única palavra que diz.

O problema da saudade – tenho vontade de gritar, pela janela, ao homem que desaparece na rua mal iluminada – é que é sentida em relação a lugares, pessoas, coisas, bichos e épocas insubstituíveis.

Não existe sentir sem intensidade.

Negar uma fração sequer dessa força pode viciar a percepção e cristalizar no peito o cerne oco da história de quem não procura mais nada para contar.

Amamos o que é insubstituível.

Sabemos que nem tudo que você diz ter esquecido deixou de existir, não é?

É então que acontece.

As pessoas e os lugares dançam, embaralham-se. Tornam a se mover.

Posso descansar e sua imagem permanecerá assim gravada no mundo.

Estarão todos sempre aqui, dançando na minha frente.

Eu poderia dizer, olhando para dentro da câmera, para dentro da sua casa: Conheci uma pessoa feliz.

De tudo que viveu, diz apenas que passou. As escolhas que fez modificaram sua vida, mas ela não imagina nem por um segundo o que poderia ter sido se.

Tenho gavetinhas na cabeça, esvazio quando não quero mais nada do há dentro delas.

A felicidade é assim: aconteceu.

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SINOPSE >> Por que Jornada Rumo ao Sol?

Segundo a mitologia grega Ícaro caiu no Mar Egeu quando a cera de suas asas se derreteu. Ícaro havia se descuidado em seu voo indo para próximo do Sol. Ele ignorara o aviso de seu pai, Dédalo, para que o evitasse. Quanto ao paradeiro de Ícaro há, entretanto, controvérsia. O rastro de cera deixado, indo até a fronteira da Terra, é um forte indício de que ele teria deixado o planeta.

Se Ícaro tivesse de fato voado rumo ao Sol – suposto ter vencido com suas asas a gravidade da Terra – como teria sido o seu fim?

O nosso Sol provavelmente deve tê-lo consumido sem dó nem piedade. Aquela antiga chama em combustão extrema teria transformado a massa de outrora – seja o corpo ou as suas asas – num produto mais sutil. A inspiração; para a elevação de ideias. O que realmente nutre a alma do homem.

Fragmentos: imagens, lembranças, sonhos e outras sensações estéticas. Aquilo que denominamos poesia por pura impossibilidade de capturá-lo por inteiro.

Isso, estes nossos fragmentos, os blocos elementares que compõem o sujeito, são os veículos propostos neste livro.

Para que você empreenda, montado no sutil, no etéreo, a sua própria Jornada Rumo ao Sol.

ENTREVISTA >> do autor concedida à Scortecci Editora:

1) Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?

Jornada Rumo ao Sol é um apanhado de contos (principalmente) e poemas escritos ao longo de três anos. Trata-se de uma reflexão existencial que foi amarrada em torno do mito de Ícaro. É um livro para adultos, para leitores experimentados, de mente aberta e na busca pelo autoconhecimento. Esta é a proposta do livro.

2) Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?

Eu sou uma pessoa interessada pelos relacionamentos humanos e aqueles do ser humano para com a natureza. Leio muito mais que escrevo. Jornada Rumo ao Sol é o resultado de minha própria jornada pessoal, acredito que possa ser uma leitura prazerosa e útil àqueles que decidirem se debruçar sobre esta obra. Escrevo por pura necessidade, para exorcizar os meus demônios e organizar as minhas próprias idéias. Este é o meu quarto livro, sendo o segundo publicado pela Scortecci. Pretendo continuar escrevendo sempre que julgar estar acrescentando alguma inovação às múltiplas formas de percepção daquilo que nos cerca, daquilo que nos toca; ou seja, da vida.

3) O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?

É uma pena que o Brasil tenha poucos leitores. Mas isso é o resultado de anos de descaso para com a educação em nosso país. Quanto ao escritor, resta escrever por amor e por um chamado interior. As obras que realmente tem conteúdo não estão sujeitas ao sabor de modismos e dos interesses passageiros. Basta ler Machado de Assis, por exemplo, para ver como os seus textos são relevantes e geniais. Obras assim não perecem jamais. Não sei se este é o caso dos meus contos e poemas. Cada um de nós tem apenas uma visão parcial da realidade; como todo ser humano, somos limitados às nossas próprias percepções e ao curto espaço de tempo dispendido nesta nossa Terra. O que eu posso garantir é que me empenhei bastante, os meus textos foram escritos com a caneta numa mão e o coração na outra.

4) Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?

Eu escolhi a Scortecci porque eu acredito na competência e no trabalho honesto da editora. São muitos anos de experiência na publicação e comercialização de livros. Isso pesou muito na escolha.

5) O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?

Pessoalmente, acredito que vale muito a pena a leitura de Jornada Rumo ao Sol. Desejo àqueles que se propuserem a fazer esta viagem uma boa diversão. E deixo aqui a frase que preparei para os autógrafos no dia do lançamento: que este Yantra Ilumine o Seu Caminho!!

AUTOR >> Sobre:

Jorge Xerxes – heterônimo de Alessandro Teixeira Neto – é pisciano; nascido no ano de 1971. Mantém o blog “Palavras Órfãs de Poesia: O que Restou” desde 2008. https://jorgexerxes.wordpress.com/

Natural de São João da Boa Vista, SP; “cresci ao pé da serra da Mantiqueira; por entre trilhas e cachoeiras; sempre em rota de colisão àquele verde inconcebível”.

Estudou por pouco mais de dez anos na Unicamp; “tinha o meu próprio ritmo de assimilar as coisas” diz com um sorriso enigmático no canto da boca.

Interessa-se por tudo aquilo que nos passa desapercebido; “gosto de escrever sobre as coisas pequenas”.

Publicou:

[1] “As Cinquenta Primeiras Criaturas”, Livro de Contos e Poesias, 150 pp, Editora Multifoco, ISBN: 978-85-7961-109-4, (2010).

[2] “Para Pescar a Lua”, Livro de Contos e Poesias, 138 pp, Ryoki Inoue Produções, ISBN: 978-85-63427-09-0, (2011).

[3] “Trama e Urdidura”; Livro de Contos, Crônicas e Poesias; 156pp; Scortecci Editora; ISBN: 978-85-366-2764-9; (2012).

[4] “Jornada Rumo ao Sol”; Livro de Contos e Poesias; 132pp; Scortecci Editora; ISBN: 978-85-366-4181-2; (2015).

AQUISIÇÃO >> Como adquirir os livros?

Os livros podem ser adquiridos diretamente com o autor através do email jorgexerxes@gmail.com

Os preços, com frete incluso para todo o Brasil, são apresentados abaixo. Os preços valem para todos os livros, independente dos títulos escolhidos.

1 Livro: 31 reais (preço unitário, 31 reais)

2 Livros: 56 reais (preço unitário, 28 reais)

3 Livros: 75 reais (preço unitário, 25 reais)

4 Livros: 88 reais (preço unitário, 22 reais)

O autor solicitará o depósito em conta corrente referente ao valor da compra. Os livros serão enviados pelos Correios (carta registrada).

https://www.youtube.com/watch?v=iE1udvEQdOg

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Define-se a constante matemática PI como a razão do perímetro pelo diâmetro da circunferência.

O dia anual de celebração da constante matemática PI é 14 de Março. Este dia foi o escolhido porque no padrão inglês adota-se mês/dia para a data, sendo que 3/14 representa também os três primeiros dígitos do pi em formato decimal.

Neste ano, em especial, 3/14/15 às 9:26:53.58979… o número irracional PI será representado exatamente com todos os seus infinitos dígitos!!

Isso pode parecer totalmente irrelevante para a humanidade, mas há quem se importe com isso.

E em homenagem a estes poetas visionários dos números estou disponibilizando nesta data tão significativa o meu segundo livro, intitulado ‘Para Pescar a Lua’, na íntegra, em versão pdf, para o download gratuito.

c3l38r3 c0n05c0!!

f0r73 48r4c0, j0r93 x3rx35

 

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Larry Shaw, the founder of PI Day, at the Exploratorium in San Francisco

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