no dia do juízo final
de nada servirão os múltiplos pézinhos
do tatu-bola:
ele sairá girando!
todas as vaquinhas de presépio
cairão por terra.
só restarão os verdadeiros gatos,
de longos bigodes.
eu lhe disse, charles,
nem tudo é herança gen ética.
essas ideias im plantadas ajudam,
mas não salvam vidas.
não passam de mitos lógicos,
o tempo irá di ssolve-los.
o que há de melhor,
de mais nobre e de valor
se conquista com esforço.
se um cometa queima
na gravidade
é porque já perdeu sua sus
tentação no e s p a ç o,
sua razão de existir.
e de nada adianta
chorar o leite derramado.
melhor entender antes
do que lamentar depois
– só uma dica.
e para os malabaristas de plantão
saibam que do chão não caem
as bolinhas.
sim,
as girafas triunfarão ao final
porque esticaram o pescoço.
na árvore da sabedoria
pastarão tranquilas e imunes
ao choro dos bebezões:
seres hu, manos,
que só querem tirar vantagem
de tudo.
no dia do juízo final,
mas só lá, marck,
entenderemos, afinal,
que os poetas não são tolos.
no é?

 

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ecneV erpmeS romA O

Second Nature

junho 17, 2018

 

que plAntA é essA?

nO chãO, aO sOl

mEio vEgEtal, mEio animal

<< plAntA cArnívorA >>

                

am(or)ação

junho 14, 2018

 

am(or)ação

    

    

Amor

Oração

Ação

Amação

quaternidade

poesia

física

quântica

tarot

two-of-cups

            

           

Numerologia: 10 palavras = 1 + 0 = 1 = Unidade = Totalidade

Coniunctio

maio 29, 2018


 

gemendo e gritando de felicidade

o agora é sempre presente no Olimpo

olhos mEus nos olhos tEus

após vencida a laboriosa escalada

o peixe desliza amorosamente na carne

de tão desconcertante a subida

proporcionalmente longo e inteiro é o júbilo

raios de Luz e Intensidade

desfeitos nos braços um do outro

transmudados em Unidade

 

 

Sempre

maio 14, 2018

Sobre a sua barriga

abril 28, 2018

 

Quieto, não digo nada.

É da minha natureza observar.

Eu tenho presas e garras afiadas. Eu uso bigodes. Eu tenho um rabo como aquele do demônio.

Mas eu não sou.

Quieto, eu me banho ao sol da manhã.

À noite, sobre o muro, eu observo as estrelas.

Em cada uma delas, o brilho de uma vida.

Vejo na lua o reflexo do sol.

Quieto, eu observo a natureza.

Caminho por entre os arbustos. Eu sinto a brisa.

E o que eu vejo é reflexo de mim mesmo.

Se você mora no meio do quarteirão, eu estarei, simultaneamente, refestelado em ambas as esquinas.

Aguardando, ansioso, que você me atropele com o seu carro, enquanto dirige rápido, desapercebida.

Enquanto isso eu me banho, lambendo os meus pelos.

É que eu preciso morrer sete vezes para cumprir o meu carma.

E me tornar um bicho melhor.

Mas se você me vê, como eu realmente sou, e me dá carinho; irei retribuir em dobro.

Caminharei com as minhas patas macias sobre a sua barriga.

 

Deixa

abril 25, 2018

Ciclope

abril 13, 2018

 

OlhOs estãO para enxergar

nO mundO dOs sentidOs

mas para ver

– transcendendO a dualidade –

sãO Os OlhOs da alma

 

Em planta

abril 11, 2018

através dos ventos solares

a luz da lua refletida

concentrada em gotas de orvalho

logo, logo(s)

brotará da terra

a semente

só o amor (r)existe

(e) terna mente