Da simbiose imperfeita

junho 27, 2012

imagem capturada pelo Deputado O. S. Ozz em Savannah, GA, USA, 27/06/2012

Nada ao que digo. Parece não lhe fazer sentido. Por isso boia, inconstante: o desejo de aproximação e de repulsa simultâneos. Assim mantemos a distância segura dos indecisos, subjugando-nos aos caminhos escusos das presas em potencial, ou ao olhar aguçado da ave de rapina – a perscrutar do cimo – quando, em verdade, tudo o que subsiste é o amor e a entrega. A vida não volta. Ela passa rente às retinas, numa sucessão rápida de imagens difíceis de apreender. É porque não mergulhamos o suficiente além da superfície para compreendermos da essência. Ela pulsa submersa, latente nas ideias, que ficam a especular sobre aquilo que não foi, sobre o que poderia ter sido ou mesmo sobre o devir. Mas somente quando tivermos firmeza e segurança de sermos nós mesmos, sintonizados à frequência do sentimento mais profundo, da verdade interior de cada criatura, seremos verdadeiros heróis na aventura do viver.

     

pois caga

e come desses dejetos servidos aos brasileiros

mastiga bem

para a boa digestão

para não ferir a camada de ozônio

para um processo com certificado verde

para a estética saudável ao maximizar toda uma vida de bosta

e engole sem fazer a cara feia

sorrindo para a câmera da tv

a história sempre foi (sempre será)

escrita pelos demônios que se vestem de branco

na expansão inconsequente do vazio

– espaços ermos

      

ou então:

vá para o campo de batalha

se para isso lhe forem caros

os dentes

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2 Respostas to “Da simbiose imperfeita”

  1. Ozz said

    Sempre achei uma maldição evolucionária o conceito de futuro. Servimos esses indivíduos do futuro que acabam surpresos com a idiotice de tudo que fizemos para servi-los. Dizem que a retirada de partes de seu lóbulo frontal são capazes de erradicar esse conceito, segurando a mente eternamente no presente. Como o curioso incidente com Phineas Gage:

    http://en.m.wikipedia.org/wiki/Phineas_Gage

  2. Imagino algo como o ocorrido com o Deputado O S Ozz e o ‘outro’, ou como no caso de Jorge Xerxes e o ‘outro’. Provavelmente algum trauma relacionado a um vizinho japonês ou amigo desequilibrado (ou ambos).

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