Divagações filosóficas

julho 20, 2011

– das ruminações com o Deputado O. S. Ozz 

O cérebro humano é a unidade propulsora da consciência social.

A sociedade, sob o ponto de vista evolutivo, nada mais é que um encadeamento de ideias com as capacidades de replicação e auto-depuramento.

Habitamos o intervalo entre o bom senso e o senso comum; daí a sensação de constante insatisfação.

Em toda a discussão ou contenda, apesar da dinâmica natural para a convergência das ideias, haverá sempre, ao menos, um aspecto da discórdia.

Em último caso, o bom senso é a melhor solução.

Resta-nos saber: O bom senso de quem?

Anúncios

2 Respostas to “Divagações filosóficas”

  1. jorgexerxes said

    Acrescentando sobre aquilo que eu e o Deputado O. S. Ozz discutimos noites atrás: Viver em sociedade pressupõe a lida diária com o conflito de interesses. “Para a convergência das ideias” as partes envolvidas precisam sentar, conversar, discutir, debater… Não é isso com o que nos ocupamos boa parte dos nossos dias? Em expormos os nossos pontos de vista; em ouvirmos os pontos de vista do outro? Pois essa nobre atividade resulta em aprendizado e aprimoramento – é “propulsora da consciência social”. E, graças a esse constante aparar das arestas, como acontecem às pedras que rolam nos leitos dos rios, o “senso comum”, i.e. a consciência social, vai se “auto-depurando”. Entretanto, cada criatura traz consigo o seu senso pessoal, intransferível, aquele que habita o seu íntimo. E, nesse sentido, o “bom senso” seria intangível. Como se cada um de nós fosse capaz de contribuir com apenas algumas das peças do quebra-cabeças. Porque o “bom censo” – aquele pelo qual clamamos – habita apenas Aquele Que É Perfeito. O Bom Censo Dele! (Mas essa é apenas uma das possíveis interpretações; erro sempre e demasidamente; e por isso sou humano).

  2. Jorge Xerxes!!!

    Já faz alguns dias que eu venho lendo e relendo esta tua postagem e muitos comentários vou fazendo através dessas exposições de ideias e pensamentos que tu utilizaste nessas elevadas “divagações filosóficas”. De fato, o Senhor Bom Senso ganha seus ares de subjetividade, pois como bem demarcaste no comentário “cada criatura traz consigo o seu senso pessoal, intransferível, aquele que habita o seu íntimo”. A relatividade do bom senso pode ser utilizada, muitas vezes, como uma justificativa para que atos atrozmente realizados sejam forçosamente aceitos. Afinal, se cada um tem o seu “senso” (seja ele o “comum”, aquele que a sociedade considera como aceitável e excelente, seja aquele que cada um sustenta consigo, independentemente das opiniáticas do todo), muito poderia ser mais analisado, discutido, argumentado, visando, principalmente o respeito pela maneira do outro expor o que pensa e como reage a partir disso. Mas, o importante mesmo (apesar de tantas serem as problemáticas referentes ao respeito mútuo entre os seres) “é ser humano, errar sempre e demasiadamente”, desde que “possíveis interpretações” possam seguir sendo escritas, faladas, comentadas, pensadas e compartilhadas tal qual essa tua postagem que faz o leitor reagir consigo mesmo e também com o meio no qual vive e encontrar-se, promovendo, assim, quem sabe, atitudes que visam o incentivo do pensar, antes que mentes se atrofiem pela fata de uso.

    Amplexos!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: