Escolhe bem tua morte

fevereiro 25, 2010

 

(para que valha a pena a vida)

 

não foi intencional a delicada melodia

assim como saiu espontâneo e vasto o teu sorriso

ingênuo, doce, gentil

nenhum ato daquela peça havia sido previamente ensaiado

o teatro da dissimulação a espreitar do lado de fora

se os espaços e os tempos náufragos seguiram-se depois

é porque coube antes e noutro lugar a essência

remete aos sorvedouros das galáxias

que a matéria e a energia arrastam

sem dó nem piedade

nada há de ser revisto

nada há para ser dito

posto que coube ali

exata

efêmera e sublime

abissal

violenta ao extremo

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