Porque elas sequer existem sem você

outubro 6, 2009

  – Quero extrair o cheiro das flores.

Hei de retê-lo num frasco hermético.

Guardarei a essência para depois.

 – Não merece crédito a ação que ergue barreiras;

que separa.

Antes de prosseguir em seu intento

hão de devorar os vermes tua carne.

Exalará dela o putrefato que habita tua alma.

Nem este será possível apreender.

– Mas se a alma é minha,

penso dela o que quiser.

– De fato,

nada é sem que os outros a percebam.  

É da diferença que resulta a existência;

toda ela.

– Onde reside então a liberdade?

– Muitos dirão que ela não existe.

Insisto que sim.

– Se não posso conceber o todo,

devo mesmo ser limitada.

– É porque pensa sempre em si mesma

enquanto autônoma criatura.

Quando é parte de consciência superior.

Tão importante como todas as outras.

Que elas sequer existem

sem você. 

– O mapa que trago em minha pele?

– O dragão não vai devorá-lo.

Nem ele irá vencer o dragão.

Resulta da tensão dos opostos

a força que ele carrega.

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3 Respostas to “Porque elas sequer existem sem você”

  1. prato raso said

    Não pude extrair um verso ou uma estrofe,pois o poema é perfeito e mostra como a sua palavra não é órfã de poesia.Parabéns.

    • jorgexerxes said

      Cezar,

      Obrigado; Agradeço de Coração!

      Fico Muito Contente e Satisfeito com o Post do Amigo e Poeta do Portal Literal Terra aqui em minha morada no WordPress 🙂

      Um Grande Abraço! Jorge X

  2. prato raso said

    Jorgeo Prato Raso é Cezar Ubaldo.

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