Exegese

junho 1, 2009

De Jorge Xerxes & Nina Araújo

É favor,

não empregar o instinto

em tarefa menor, ó poeta!

Toma a obra do Criador

por inspiração,

donde todo o mais decorre.

Assim são as nuvens,

pictogramas excelsos

dos céus.

Haverá, ó poeta,

gozo maior que a gênese?

 

Ah, Monalisa…

Que mal te sorriu?

Foi gemido disfarçado,

ou o braço assaz,

cansado,

dessa pose imóvel?

Há de vir o dia,

que te admirarão,

como de fato, és:

Enigmática vontade

das mãos calejadas

de simples pintor…

 

E tal o bálsamo

contra os terremotos da senda,

cada um de nós,

transmutado em felpa,

há de servir de veste

ao universo e às estrelas.

Há de fazer minguar

as tempestades de raios

que apartam almas gêmeas.

E há de contribuir

num único retalho;

mas todos juntos:

A infinita renda…

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Uma resposta to “Exegese”

  1. Caro Jorge,

    Aqui estou para comentar, em seu blog, um poema que me remonta ao labor poético de um famoso poeta russo chamado Viélimir Kliebnikov, diante da estatueta de um cavalo, famoso pelo seu cavaleiro, na história daquele país.
    O poeta é assim: reinventa, reconstrói a realidade na engenhosidade da trama silábica.

    Muito bom o seu poema.

    Sérgio.

    Em tempo: só agora tive tempo de comentar.

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