Carta ao pulcro poeta

fevereiro 7, 2009

Caro Xerxes,

 

Você sabe que a proposição inversa dos teus escritos agride, invariavelmente, as plantas submersas no oceano Pacífico. Mas a que custo? Quando as asas bateram para longe e seria possível ascender às estrelas, por que Você não foi? Xerxes, eu sou a possibilidade que Você não realizou. O teu oposto nas idéias e no cotidiano dos dias. Sua mente degenerada mais parece um motor velho. Desses que consome bastante gasolina. Enquanto Você passa os dias escrevendo, cá estou eu a beber as garrafas pelas avenidas dos bares afora. Phoda-se Xerxes! Você perdeu. E perdi eu. Por que eu sou Você. Mas Você não sou eu.

 

 

Jacinto,

 

Escrito às horas de agora, anos depois de Cristo.

 

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