Quanto à matéria dos sonhos

dezembro 26, 2008

Perco o sono.

Barulho da gata a se lamber.

Procuro outras formas de fugir da consciência alheia.

Mas escrevo.

Deixo a pista que não devia,

para tarde da noite Você me seguir.

(Das orelhas me esqueço sempre que não as ouço).

Aos dentes lanço a maldição

para que durem o tempo suficiente das mordidas.

Deixo aos outros,

de minha descendência,

a herança da eterna dúvida quanto à matéria dos sonhos.

Desde que não pude entender das curvas,

da escrita e das Tuas palavras;

tanto mais me empenhei nos afagos;

mergulhei os abismos além da Tua pele.

Queria extrair a quinta-essência da flor

que nenhuma primavera pariu. 

Em resposta a certeza,

que navegar o Teu mar é perigo.

Feixe do brilho que mora em Você.

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