Instantânea

dezembro 3, 2008

Estava fitando o céu sob o ponto de vista de um fim de tarde. O sol. O movimento da estrela que parece acelerar a medida em que se aproxima da linha do horizonte. Como o objetivo final. Meta a ser superada antes do merecido descanso. Sua expressão sugeria a tranqüilidade de quem havia desistido há muito dos sonhos. Era o semblante complacente a um turbilhão de acontecimentos que descortinavam frente aos seus olhos. Jogava com sua vida para lá e para cá; sem dar espaço às suas escolhas mais sinceras. Sempre que chegava a uma decisão, sobre determinado assunto que a consumia; e estava, finalmente, prestes a tomar as rédeas de sua vida; o turbilhão chegava antes. Para demonstrar de forma categórica a sua insignificância. Mas este breve instante, entre o pôr do sol e a observação da primeira esfera celeste, era o seu momento sagrado. Sua compreensão expandia-se numa multiplicidade de significados. Em especial num dia como hoje.

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