Do Tony Villela

dezembro 3, 2008

Eu é que imaginava ter cruzado muito o mar de braçada.

Entre tormentas, ondas gigantes.

Ter bebido muito da água salgada.

Até a cabeça doer pulsante.

E, nos músculos, a dor constante das câimbras.

Para o resgate de todas as penas.

Retornar à condição original da pureza.

Onde a aflição é intangível.

Expande-se minha consciência no vôo sublime da gaivota.

Rumo ao sol.

Mas há ainda a preocupação contigo.

Fica tranqüila e serena, criatura.

Surfo à superfície das idéias,

tatuando no teu coração os mais belos desejos – delicadas filigranas.

Porque os teus sonhos também são os meus.

Viva com intensidade a dinâmica da Terra – cada revolução.

Nos encontramos num destes giros das pedras celestes.

No reflexo do sol que vem da lua.

No reflexo da lua que vem do mar.

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