Devoro-te aos pedaços

dezembro 3, 2008

O espaço transcendente no qual trafegas

parece tão inviável.

São artes do mar as suas ondas

e a possibilidade de não fazê-las.

Maresia a favor,

contra qualquer imprevisto.

Lamenta cada lágrima

por pertencer a um olho só.

Pede mais um pouco e procura.

Almeja o cume de dimensão inimaginável.

Ondas de um mar revolto,

onde o submarino sou eu.

O espelho no qual te olhas

reflete a ti mesma,

que de tão linda e exuberante,

entorpece aos sentidos

que são teus,

e que são meus.

Devoro-te então,

aos pedaços.

No mundo subaquático

da minha visão,

capturo um flashback teu

onde gozas eterna

para mim.

Aquele sorriso

dissolve-se na penumbra,

em gemidos.

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